A médica infectologista Giovana Volpato Pazin Feuser viveu de muito perto alguns dos momentos mais delicados da pandemia da Covid-19 em Cuiabá. Neste mês de março, completa seis anos desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou estado de pandemia pela doença que assolou o mundo e deixou 15 mil mortos em Mato Grosso.
Giovana foi participante do estudo nos testes da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan na Capital, no qual se voluntariou para receber a aplicação.
Em entrevista ao MidiaNews, ela disse que repetiria a decisão sem hesitar. Relembrou os momentos mais críticos da pandemia e falou sobre os efeitos da desinformação durante a crise sanitária.
“Lembro que quando veio a oportunidade de a gente ter um centro de pesquisa aqui, que fosse buscar voluntários para a vacina, eu só pensava que se tivesse um efeito adverso ou o que quer que fosse, era o menos preocupante. Porque o mais importante era o benefício que isso iria trazer. A vacina não é só uma proteção individual, traz um benefício coletivo”, disse.
“Faria de novo se precisasse, considerando o momento que a gente viveu, que realmente era uma situação muito delicada”, acrescentou.
A médica, que é professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), preceptora da residência de Infectologia do Hospital Universitário Júlio Müller e referência no atendimento a doenças infecciosas no Estado, acompanha hoje de perto os desafios que seguem pressionando hospitais, como viroses respiratórias e e alertou sobre uso indiscriminado de antibióticos, principalmente para tratar as doenças virais.
