Abílio encerra show que “fechou” Praça Popular sem autorização

Politica

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), encerrou um evento de um bar que aglomerou centenas de pessoas nas ruas da Praça Popular na noite de quarta-feira (13). O show dos sertanejos Diego e Arnaldo, lotou o estabelecimento, mas ocorreu sem autorização da Prefeitura.

Segundo Abilio, além do bar não ter sequer buscado autorização, empresários e moradores da região reclamaram dos transtornos causados pela ação.

“A situação está criando um problema para o próprio bar. Eu peço à população que está na rua que, por favor, se for possível, saia da via para que o trânsito possa voltar a circular e não haja prejuízo à população”, afirmou o prefeito durante a ação.

Ao lado da secretária de Ordem Pública, Juliana Chiquito Palhares, o prefeito afirmou que foi até o local em respeito aos artistas e tentou buscar alternativas para dar continuidade ao evento. No entanto, como não havia protocolo solicitando autorização para a apresentação, o evento foi encerrado.

“Existe uma necessidade, uma ordem para isso e, com o comunicado de um fechamento da rua, a gente poderia avisar aos outros estabelecimentos para que se preparassem seus clientes, assim como os moradores, para lidar com essa situação adversa”, disse Abilio. 

Abilio chegou a ser vaiado, mas rebateu dizendo que a medida seguiu o padrão adotado pela Prefeitura para garantir a ordem pública.

“A população, de modo geral, reclama muitas vezes porque há penalização quando esse tipo de evento ocorre em um bairro mais pobre, mas não há a mesma medida quando acontece em um bairro mais rico. Eu peço que compreendam que a mesma regra aplicada em qualquer outro bairro da cidade deve ser respeitada e aplicada aqui também”, afirmou.

Em um vídeo, Chiquito classificou o evento como clandestino e afirmou que a Pasta está à disposição para planejar atividades na Capital de forma organizada.

“Estamos sempre abertos a organizar e planejar juntos eventos como esse, mas aqui foi um evento clandestino. Não tem autorização, não tem a segurança necessária, não tem a infraestrutura necessária e gera muita reclamação”, resumiu ela.

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