Bióloga que matou estudantes enfrenta júri popular nesta terça

Judiciário

A bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro será julgada nesta terça-feira (23) pelas mortes dos estudantes Ramon Alcides Viveiros e Mylena de Lacerda Inocêncio e pelo atropelamento de Hya Girotto, ocorrido em dezembro de 2018, em Cuiabá.

A sessão terá inicío às 9h no Fórum da Capital e será presidida pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá. 

Rafaela havia sido absolvida em 2022 por decisão do então juiz da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, Wladymir Perri. No entanto, a sentença foi derrubada pela Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), em 2024.

No ano passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão do Tribunal de Justiça, determinando que a bióloga fosse submetida ao Tribunal do Júri.

Após a decisão, a defesa apresentou novos recursos ao STJ, mas não conseguiu alterar o entendimento.

Em novembro do ano passado, a juíza Mônica Perri havia marcado o júri para o dia 2 de dezembro de 2025. A sessão, porém, foi adiada.

O caso

O caso ocorreu na madrugada do dia 23 de dezembro de 2018, na Avenida Isaac Póvoas, em frente à Valley Pub.

De acordo com as investigações, Rafaela trafegava pela faixa da esquerda da avenida quando atropelou as três vítimas nas proximidades da boate.

Ramon e Mylena morreram em decorrência do atropelamento. Hya Girotto ficou ferida.

Após o acidente, Rafaela foi presa pela Polícia Militar. Os agentes apontaram que ela apresentava sinais de embriaguez, mas a bióloga se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Diante da recusa, os policiais elaboraram um auto de constatação de embriaguez, no qual registraram sinais aparentes de ingestão de álcool.

Ela foi levada à Central de Flagrantes e, após passar por audiência de custódia, foi liberada mediante pagamento de fiança de R$ 9,5 mil. 

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